Conversa com Lars Müller

why the hell...

Lars Müller é um designer suíço muito respeitado no universo das publicações sobre design gráfico, arquitetura e fotografia. É o autor do livro Helvetica: Homage to a Typeface Book; lidera a Lars Müller Publishers e leciona na Hoschschule für Gestaltung, em Basel. Em novembro de 2008, Müller palestrou em NY e o site Swissmiss publicou uma parte desse encontro. Traduzo* aqui alguns trechos que me parecem pertinentes:

Lars começou sua apresentação com a pergunta: Why the hell do all designers want to design books? e contou sobre sua primeira experiência editorial e total responsabilidade por um produto. “Quando você é seu próprio cliente, você realmente tem que fazer esse estranho auto-diálogo consigo mesmo. Você sempre tem que tentar antecipar as expectativas de seu público”.

Ficou claro, a partir de seu discurso, que Müller sempre acumula uma estreita relação com o assunto, o autor ou o artista do livro. E essa relação é o que ele tem mantido até agora independentes. Ele explica que faz livros com os amigos ou que os autores dos livros tornam-se amigos, “este é o privilégio de um único homem negociando”.

Müller lembra que reunir o conteúdo de um livro é um grande processo e parte da concepção de um livro. Ele admite que cada livro que publica tem um pequeno apontamento biográfico ou uma relação com algo que desempenha em sua vida. Ele vê o designer como um “ser político”. “Os designers tendem a escapar para o nicho da beleza. Damos um valor para o que fazemos, mas de alguma maneira a consciência política desaparece”. Müller começou a pensar sobre as possibilidades e as capacidades que ele tinha ao trazer a message across com o seu trabalho. É este pensamento que o levou a criar o livro The Face of Human Rights. A ideia visual desse livro foi de expressar a normalidade como a melhor expressão dos direitos humanos, a cada dia; a liberdade, um comportamento normal.

Outro comentário foi a sua reflexão sobre o ritmo de leitura: “Quando você olha através de um livro visual, você entra no ritmo dele e começa a respirar em um determinado ritmo e, assim, a leitura não deveria interromper este ritmo”.

Müller lembra como a edição de imagens de um livro é o design work. “Nunca espere que um editor de imagens forneça tudo para você. Envolva-se no processo de edição. Celebre as imagens que você gosta!”

helvetica-book

* aviso que meu inglês não é 100%!!

Colhido em: Swissmiss

7 thoughts on “Conversa com Lars Müller

  1. Já viu o filme sobre a Helvetica? É muito legal!
    Eu já até quis fazer uma sessão de fotos só de placas com Helvetica que encontro por aí, mas ainda não coloquei em prática :)

  2. vi só uns trechos no youtube. fiquei curiosa, apesar de não gostar muito da helvética! sou mais da myriad!! :)
    seria uma idéia boa, de fotografar as helvéticas pelo mundo e colocar num blog… :)

  3. Myriad!?? Myriad é praticamente um plágio bobo da frutiger…
    A Helvetica nem é tão boa também, só teve um marketing ostensivo, perfiro akzidenz grotesk ou univers…
    comportem-se

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