Category Archives: Mundo Paralelo

A história das coisas

A História das Coisas é um curta de 20 minutos que leva os espectadores a abrir os olhos sobre os custos reais da nossa cultura de consumo.

Annie Leonard, uma ativista que passou os últimos 10 anos viajando pelo mundo e luta contra as ameaças ambientais, examina os custos reais da extração, produção, distribuição, consumo e descarte, e ela isola o momento histórico em que a mania de consumo começou.

A inspiração de Leonard para o filme começou como um devaneio pessoal sobre a questão “De onde é que todas as coisas que compramos vem e para onde tudo isso vai quando jogamos fora?”. Ela viajou o mundo em busca de respostas para esta aparentemente inocente questão, e o que ela encontrou ao longo do caminho foram alguns participantes muito culpados e suas vítimas infelizes.

Quando for comprar algum produto observe a sua etiqueta e descubra em que país ele foi fabricado. Qual é a história deste produto?

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Colhido em: Coletivo Verde

Santa Catarina: Terra de Contrastes

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Hoje é dia de Páscoa e os turistas que visitam Santa Catarina, principalmente durante este feriado, talvez não saibam que além das belezas naturais que o Estado oferece, nosso povo oferece também um espetáculo bárbaro mantido pela ignorância de alguns descendentes de açorianos: a Farra do Boi. O que hoje é chamada por alguns de “brincadeira” é a perseguição, tortura e mutilação de bois, e os que praticam estes atos são em sua maioria pessoas alcoolizadas. Esta crueldade com os animais ocorre com mais frequência na época da Quaresma, culminando na sexta-feira Santa, mas algumas comunidades celebram casamentos, aniversários, jogos de futebol e outras festas especiais juntamente com esta selvageria.

Antes do evento, o boi (sem procedência) é confinado sem alimento por vários dias. Os farristas aumentam o desespero do animal colocando comida e água num local onde ele possa ver, mas não possa alcançar. Escolhido o lugar, geralmente mangueirões escondidos, chácaras privadas ou até mesmo em vias públicas, o boi é solto e perseguido pelos “farristas” (homens, mulheres e crianças), que carregam pedaços de pau, facas, lanças de bambu, cordas, chicotes e pedras. Eles perseguem o boi estressado e mutilado que, no desespero de fugir, corre em direção ao mar, onde acaba se afogando; ou em direção às vilas, podendo invadir casas, hotéis ou qualquer lugar onde o animal agonizado possa se abrigar. Quando isso acontece, é comum pessoas serem feridas e terem danos materiais.

A farra do boi é crime em todo o território brasileiro. Em 1998 foi promulgada a Lei Federal nº 9.605/98, em que a farra do boi foi proibida e criminalizada. Mas apesar da proibição, todos os anos centenas de bois são torturados e mortos em diversas comunidades de Santa Catarina, principalmente na região litorânea do Estado, em especial a cidade de Governador Celso Ramos, que em 2007 elaborou um projeto de lei regularizando a prática e a enquadrando como patrimônio cultural do município. Não por intervenção divina, mas por um ato de pura racionalidade, no mesmo ano o Pleno do Tribunal de Justiça deferiu o pedido de liminar requerido pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e suspendeu a aplicação desta Lei Municipal nº 542/2007, que regulamentava a “brincadeira do boi” no município. Mas ainda hoje estes crimes acontecem nesta cidade aonde hotéis de luxo e famosos resorts internacionais se instalaram: somente neste ano ocorreram mais de 47 denúncias contra a farra do boi. E não é somente no município de Governador Celso Ramos que ocorre esta lamentável prática. Em outras cidades litorâneas de Santa Catarina como em Itajaí e Florianópolis também há quem pratique esta violência contra os animais, principalmente nas praias do norte da capital.

Mas por que este pseudo ritual ainda existe? Há aqueles que dizem que esta é uma “velhíssima tradição, que tem milênios de existência”, sendo um elemento da cultura popular de Santa Catarina e trazida ao Brasil por açorianos há 200 anos, numa conotação simbólica-religiosa referente à Paixão de Cristo, onde o boi faria o papel de Judas. Entretanto, existem controvérsias quanto as semelhanças da prática em relação à sua origem e até mesmo seus defensores não conseguem manter um argumento, além deste que é manter uma “tradição açoriana”.

O que fazer? Conscientize as pessoas deste crime; participe de debates; denuncie, chame a polícia; fotografe e/ou filme os animais e as pessoas antes, durante e depois da farra – provas e documentos são fundamentais para combater transgressões; escreva para as autoridades uma mensagem de repúdio à farra do boi em Santa Catarina. E informe que deixará de viajar para o Estado e para os municípios citados acima por reconhecer que a farra do foi não está sendo combatida com rigor.

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Colhido em: pea.org; World Society for the Protection of Animals

Dia de Halloween

halloween

Dia 31 de outubro, dia de Halloween. Difícil não falar deste tema, já que neste dia o número de visitas deste blog aumenta consideravelmente e a associação com gatos pretos é inevitável… escrevi sobre a origem celta desta tradição em 2007, e fiz um acréscimo de informação sobre gatos pretos e o Halloween em 2008.

Hoje deixarei aqui minha sincera opinião:
Não há como importar uma data comemorativa com fundamentos numa tradição de inverno para o Brasil, um país tropical e em plena primavera no mês de outubro! Halloween é uma celebração antiga que simboliza o recolhimento espiritual e o armazenamento de alimento num período rigoroso em que o frio se faz presente nos próximos 4 meses nos países do norte. É bonitinho ver as crianças fantasiadas de bruxa nas ruas ou atender a porta e dar docinhos aos pequenos, mas seria muito mais interessante se o Brasil comemorasse a data na estação apropriada, ensinando o verdadeiro propósito de tal acontecimento.

O que fica, então, é admirar as belas gravuras vintage que ilustram este dia.

Cycle Chic

cycle chic

Quarenta anos atrás Copenhagen era entupida de carros como uma grande cidade caótica. Mas hoje, 36% da população escolheu a bicicleta como meio de locomoção e isso quer dizer que 500.000 pessoas usam bicicletas para ir ao trabalho ou escola todos os dias.

Para documentar esse saudável estilo de vida, o blog Copenhagen Cycle Chic mostra o que essas pessoas são, por que elas fazem e como isso é possível. O blog destaca como as bicicletas são parte inseparável das ruas e da cultura local e como a vida sobre duas rodas pode ser simples, chic e saudável.

O blog foi criado em 2007 pelo cineasta e fotógrafo Mikael Colville-Andersen e ganhou popularidade não só por pessoas interessadas em bicicleta, mas também em cultura e moda.

Além de perceber a bicicleta como parte integrante da vida na capital dinamarquesa, o mais curioso é ver como as pessoas não perdem o estilo até mesmo sobre 2 rodas.

cycle chic

Olá, 2009!

olah 2009
I’m back! E como de costume, depois de um ótimo e agradável Natal em família em Rio Negrinho, estou de volta para dar continuidade ao blog, aos trabalhos, enfim, a toda a vida.

Dois mil e oito foi, sem dúvida, um ano para cultivar as lembranças, a família, os amigos, o trabalho, os estudos, os objetivos. Sem a família e os amigos, o trabalho, os estudos e os objetivos não teriam se concretizado. Ninguém se basta neste mundo. Precisamos de uns aos outros para somar forças e seguir a vida.

É muito bom recordar o primeiro post do ano passado e ver que “as minhas experimentações em serigrafia” são agora experiências manuais e trabalho concreto. Neste ano que passou senti na pele o tamanho da distância entre o que é idealizar um sonho e realizá-lo de fato. Senti como é bom ter e fazer novos e valiosos amigos. Com este blog encontrei e reencontrei amigos que, alguns deles não conheço na vida real, mas que partilham os mesmos assuntos, têm as mesmas afinidades e cultivam o amor pelos animais.

Em 2009, espero dar continuidade a todos os projetos iniciados, porque além de começar, é preciso manter o que se iniciou. Espero também continuar compartilhando experiências visuais nesta casinha virtual. Um bom ano a todos!

Dias melhores virão

Tem dia que fica bem difícil fazer charge. Hoje, por exemplo, lendo sobre uma tragédia, número de mortes aumentando, gente perdendo tudo e a chuva que continua a cair.”

Essas são as palavras do Frank Maia, chargista e camarada, que mesmo com tanta desgraça, não deixa a peteca cair.

É difícil escrever com tanta tragédia acontecendo em nosso Estado. Deixo aqui a dica do texto A catástrofe e o turismo, escrito pelo Aleph no blog Bruxismo, com alguns paradoxos e ironias sobre esta enchente, e também um alerta para possíveis golpes de e-mails com falsas solicitações de ajuda e doações.

Esperamos por dias melhores. Eles virão.

Dia das Bruxas

Há um ano atrás publiquei este texto aqui e resolvi compartilhá-lo novamente com vocês, porém com um acréscimo no final sobre gatos pretos:

É comum pensar que o dia de Halloween é um feriado bobo, comercial e estadunidense. Na verdade os estadunidenses popuparizaram uma tradição originalmente Celta.

A origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitaram as Ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., e não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro. O Festival de Halloween (hallow evening = noite sagrada) era a celebração que comemorava o final do período fértil da Deusa Celta Eiseria. Diz a lenda que quando o ciclo fértil da deusa chegava ao fim, no dia 31 de outubro, o “véu” entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais tênue. Máscaras eram usadas em respeito à deusa que não desejava ser vista pelos olhos dos homens. Este dia também precede o dia de Todos os Santos, que é a celebração do início de um novo ciclo de fertilidade para a Deusa Celta Eiseria.

O Halloween é muito popular na Irlanda, onde é uma data repleta de significados espitiruais, culturais e históricos, e apesar de ser mais conhecida hoje por Halloween, no idioma celta ainda se fala “Oíche/Oidhche Shamhna” que significa a “Noite de Samhain” ou Festival de Outono. Samhain significa ‘novembro’. Tradicionalmente, “Samhain” era tempo de avaliar os rebanhos e estoques de grãos, e decidir quais animais necessitariam ser abatidos para que as pessoas e o gado sobrevivessem durante o inverno. Este costume é, ainda hoje, praticado pelas pessoas que vivem da agricultura e da pecuária.

Na Escócia , a “Noite de Samhain” é um dos principais festivais do calendário celta, e a celebração pelo final da estação da colheita (final do verão). Também está ligado ao Ano Novo Celta. É ainda um costume, em algumas regiões, reservar lugares para os mortos durante a festa de Samhain, e relembrar contos dos antepassados nesta noite.

A relação da comemoração desta data com as bruxas teria surgido na Idade Média com as perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos. Todos os que fossem alvo de tal suspeita eram designados por bruxos ou bruxas, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé. Essa designação se perpetuou e a comemoração do Halloween foi levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficando assim conhecida como o “dia das bruxas”.

Gatos pretos são constantemente associados às bruxas, isto porque na Idade Média, acreditava-se que os gatos pretos eram bruxas transformadas em animais. Por isso, a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando.

Gato preto simboliza a capacidade de meditação e recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade, a plena harmonia com o unirverso. E mais, acariciar um gato atrai boa sorte e ter um gato em casa atrai fortuna.

Fonte: Wikipedia