Category Archives: Arte

Joias com muito estilo

hairysock

A artista Ruta Kiskyte, nascida na Lituânia, estudou cenografia, foi marionetista e figurinista, e hoje cursa mestrado em comunicação visual na Latvian Academy of Fine Arts. Toda esta experiência no mundo artístico lhe deu embasamento para criar a Hairy Sock, sua marca de joias que mistura o lúdico, bom humor e o refinamento em peças delicadas e singelas.

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Visite aqui todas as coleções, e se der vontade de comprar, algumas peças estão à venda no Etsy. Eu quero!

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Colhido em: ignant.de


Ink Calendar

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O designer espanhol Oscar Diaz elaborou um calendário que utiliza o ritmo do vazamento de tinta capilar para indicar o tempo.

A tinta é absorvida lentamente em uma folha de papel com números em relevo, e os números do calendário são “impressos” por dia. A cada mês, uma garrafa de tinta colorida é espalhada neste calendário de auto-atualização, que reforça a percepção da passagem do tempo e não apenas sua sinalização.

ink_calendar

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Colhido em: dezeen, via ffffound!

The Weather Project

theweatherproject

Em março de 2004, Olafur Eliasson preencheu o Turbine Hall (espaço aberto do Tate Modern, em Londres) com a instalação The Weather Project. Eliasson utilizou umidificadores de ar para criar uma fina névoa, misturando açúcar, água e um disco semi-circular composto por centenas de lâmpadas com luzes monocromáticas (geralmente utilizadas na iluminação pública) que irradiaram uma única frequência na cor amarela. O teto do grande hall foi coberto com um enorme espelho, no qual os visitantes podiam se ver como pequenas sombras negras contra uma massa de luz laranja. Este trabalho atraiu dois milhões de visitantes e muitos deles responderam a esta obra deitando-se no chão.

Os elementos básicos do clima – água, luz, temperatura, pressão – são os materiais utilizados por Eliasson ao longo de sua carreira, bem como também o tema “impacto, causa e efeito”. Introduzindo fenômenos “naturais”, seja numa rua pública ou numa galeria de arte, o artista incentiva o espectador a refletir sobre a compreensão e percepção do mundo físico em que está inserido. Este momento de percepção, quando o espectador faz uma pausa para considerar o que ele está experimentando, foi descrito pelo artista dinamarquês como ‘seeing yourself sensing’.

Eliasson vê o tempo – vento, chuva, sol – como um dos poucos e fundamentais encontros com a natureza, e que ainda podem ser experimentados nas cidades. O tempo é tema recorrente em muitas conversas cotidianas. No século XVIII, o escritor Samuel Johnson assinalou: “É comum observar que, quando dois ingleses se encontram, o primeiro assunto é sobre o tempo, pois eles estão com pressa para dizer uns aos outros o que cada um já deve saber, que é quente ou frio, ensolarado ou nublado, ventoso ou calmo”. Em The Weather Project, Olafur Eliasson leva este tema onipresente como base para explorar ideias sobre a experiência, mediação e representação. Ele também está interessado em como o tempo molda uma cidade e, por sua vez, como a própria cidade torna-se um filtro para experimentar o tempo. “Cada cidade negocia seu próprio tempo”, afirma Eliasson. E isto pode acontecer de várias maneiras, ou em vários níveis coletivos que vão desde experiências hiper-mediadas, como a previsão do tempo na televisão, ou então simplesmente ficar molhado enquanto se caminha pela rua num dia chuvoso. Um nível entre esses dois extremos seria alguém sentado e olhando para fora de uma janela para uma rua ensolarada ou chuvosa. A janela é como o limite de um encontro tátil com o exterior, um mediador da experiência em conformidade com o tempo exterior.

Este projeto também tem relação em como os museus mediam a recepção da arte. Em um museu, é oferecido aos visitantes uma série de informações antes mesmo dele ver uma obra de arte. Eliasson reconhece que esta informação influencia a experiência e compreensão da obra e neste projeto, ele decidiu direcionar esta mediação de modo que a experiência do trabalho fosse deixada incólume para o espectador. Então, ele fez um levantamento com os funcionários do museu e abordou uma série de questões que vão desde o cotidiano ao abstrato como: “Quantas vezes você discutiu o tempo hoje?”, ” Você acha que a ideia do clima em nossa sociedade é baseada na natureza ou cultura? “. Os dados estatísticos recolhidos a partir desta pesquisa foi usada na campanha promocional da exposição. Ao invés de fotografias da obra, simples declarações sobre o tempo podiam ser vistas em anúncios de revistas, táxis ou na internet. Eliasson escolheu com cuidado as informações que podiam prejudicar ou não influenciar a expectativa do visitante com a obra em questão: “Eu penso que muitas vezes há uma discrepância entre a experiência de ver com a expectativa do que estamos vendo. O benefício na divulgação dos meios com os quais eu estou trabalhando é que ele permite que o espectador compreenda a própria experiência como uma construção e portanto, em maior medida, se permite questionar e avaliar o impacto que esta experiência tem sobre ele.”

O envolvimento de Eliasson com a construção de sua instalação no museu ainda deu oportunidade aos espectadores para andar por trás do ‘sol’ e conhecer toda a infra-estrutura e fiação elétrica, bem como as máquinas de distribuição da névoa fina.

olafur

A preocupacão do artista com as informações que podiam prejudicar ou não influenciar a percepção de sua obra teve efeito não só para os visitantes que estiveram no museu, mas também ganhou um longo alcance: encontrei o trabalho deste artista fantástico quando li a frase acima impressa numa sacola plástica.

Olafur Eliasson é professor da Universidade de Artes de Berlim e em 1995 fundou o Institut für Raumexperimente, um laboratório experimental para a pesquisa espacial e também com o objetivo de ser um espaço interdisciplinar para gerar novos diálogos entre arte e o ambiente à sua volta.

Para conhecer mais: um vídeo sobre Eliasson e uma palestra com o título “The Sun Has No Money”, onde no minuto 35 ele fala sobre o The Weather Project .

Aquário

karina zen

Acontece na Galeria Arquipélago em Florianópolis, a exposição Aquário, resultado da pesquisa da artista e fotógrafa Karina Zen, que trouxe para o momento do ato de fotografar a idéia de que dois registros de tempo podem conviver em um mesmo tempo de exposição, transformados em cenas nas quais passamos a acreditar que são reais e não apenas um mero registro.

Karina relata que as fotografias surgiram dentro de um quarto todo fechado, onde a única luz que chegava era aquela das frestas da janela e da porta, situação parecida com a que acontece dentro da “caixa preta” do aparelho fotográfico, permitindo assim, um longo tempo de exposição.

Utilizando o aparelho fotográfico com uma objetiva zoom, a artista iniciou o processo uma lente em distância focal menor, tendo os objetos fotografados mais distantes e depois da metade da exposição feita nesta posição, puxou o zoom para uma distância focal maior, aproximando a imagem. A superfície sensível que registrou as cenas ficou imóvel, mas com a competência de ter registrado os dois momentos em um único abrir do diafragma.

Karina subverte a ordem do que seria um procedimento lógico de um fotógrafo com seu aparelho fotográfico. Vale à pena conferir!

Novos espaços

new spaces

Para aliviar o calor do verão, o inglês Oliver Bishop-Young nos dá uma boa idéia para criar novos espaços. Utilizando uma caçamba (lugar onde usualmente se deposita entulho) vazia como objeto modificável, o artista cria novos espaços que mesclam a privacidade de uma casa com o espaço público. A caçamba pode virar uma piscina; uma pista de skate; uma sala de estar; um campo para armar a barraca, tudo ao ar livre.

O projeto de Oliver intitula-se “Skip Conversations” e aqui você encontra mais sobre o artista e seus projetos.

skip conversations

A nova Ciberarte

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A sexta edição da Ciberarte, publicada no final de 2008, ganhou um projeto gráfico completamente novo, mais limpo, organizado e dinâmico. O novo design aposta em um tipo de navegação simples, objetiva e acessível, com uma interface preemptiva, que diminui a quantidade de clicks para chegar ao conteúdo desejado.

Na sexta edição da Ciberarte você poderá acompanhar o som dos fluidos, a música para poucos, os espaços coletivos e esquecidos, o lesbianismo nos quadrinhos, o admirável mundo novo, a recusa da guerra, o capitalismo infernal de Wall Street e o entulho planetário habitado pelas baratas…

Colhido em: 11 Pixels