Category Archives: Cat Lovers

Cats in Bars

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Belíssimas as fotos de gatos em bares do holandês Martijn Savenije.

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Adoro ver os felinos dentro de lugares públicos e bem cuidados. Eu frequentava uma revistaria no centro velho de Florianópolis, em que o gato ficava na porta, todo pomposo! Em alguns países da Europa é bem comum avistá-los em lojas, livrarias e bares, e para relembrar coloquei aqui alguns dos gatos que encontrei quando estive por lá.

Writers and Kitties

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Jean-Paul Sartre e seu gato existencialista.

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Gatos fazem Herman Hesse feliz.

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Ezra Pound e seus três gatos.

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Auto-retrato de Julio Cortázar e seu gato.

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William S. Burroughs e seu gato preto.

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Charles Bukowski num momento carinhoso com seu gato.

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Hunter S. Thompson e seu gato alucinado.

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Elizabeth Bishop num momento relax com seu gatinho.

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Georges “Crazy Beard” Perec com seu gato de olhos arregalados.

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Hemingway e um de seus muitos gatos.

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Rod McKuen e seu gatinho escutando alguns discos.

Maravilhoso site Writers and Kitties e tarefa difícil escolher poucas fotos para este post. São muitos os escritores que tiveram a companhia destes felinos tão inspiradores.

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Colhido em: Blog da Companhia

Manda-Chuva

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Manda-Chuva ou ‘Top Cat‘ no original, é um desenho que animava as tardes da meninada e era transmitida (se não me engano) pela rede Bandeirantes. Nos EUA a série decorreu de 1961 a 1962 para uma temporada de 30 episódios na rede ABC e aqui no Brasil ela foi transmitida na década de 80.

Manda-Chuva, um gato amarelo com chapéu e colete violeta é o protagonista e líder da gangue, o inventor das confusões e trapalhadas desta turma. Ele é descontraído, persuasivo e um líder que também é amigo, como todos os gatos. Mas a liderança de Manda-Chuva é muitas vezes contestada pelo resto da turma, principalmente quando ele faz alguma coisa particularmente vergonhosa. É um personagem de ‘pele’ bronzeada, ganancioso, um pouco preguiçoso e muito inteligente. Cheio de truques, muitas vezes não reconhece o esforço que o grupo faz por ele, mas sempre leva o crédito pelas façanhas. No Brasil, Manda-Chuva foi dublado pelo ator Lima Duarte.

Uma frequente linha de enredo rodava em torno do policial local, o Guarda Belo, e suas tentativas ineficazes para expulsar a gangue do beco. Mas a única razão para ele se livrar dos felinos inoportunos, era que a gangue estava constantemente tentando ganhar dinheiro fácil, normalmente através de um golpe ilegal.

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Guarda Belo (Officer Dibble): É um policial à americana, amigo da vizinhança e que tenta, sem muito sucesso, fazer com que Manda-Chuva pare com suas traquinagens. Embora normalmente ele não aprove a presença da gangue no beco, há momentos em que ele respeita o grupo, mas quer Manda-Chuva fora do beco e bem longe do seu telefone.

O restante da gangue era composta por:
Batatinha (Benny the Ball): O mais amável dos gatos! Baixinho, fofinho, um gato de cor índigo com uma camisa branca de um único botão. Batatinha podia parecer ingênuo, mas conseguia fazer as perguntas mais lógicas durante os empreendimentos mais irregulares da gangue. Era lento, mas não estúpido, e a relação entre ele e Manda-Chuva era baseada numa amizade bem dedicada.

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Bacana (Fancy Fancy): Um gato laranja escuro com um lenço branco e com ares de galã, que fazia o trabalho de capanga do Manda-Chuva. Descontraído, galante que regularmente conversava com as senhoras antes de ouvir o “chamado da tampa do lixo”.

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Espeto (Spook): Gato com estilo próprio, que no Brasil ganhou uma dublagem com sotaque nordestino. Nos EUA sua linguagem foi baseada em um beatnik. Espeto raramente fala nos episódios, mas quando o faz, uma torrente de “como’s” são usados. Ele é semelhante ao Bacana em comportamento e aparência, um doce de gato falante e bom de sinuca.

Gênio (Brain): O nome é apenas uma ironia. Cérebro parece ser um capanga comum a Manda-Chuva. Um gato laranja com uma camisa roxa, notório por ser incapaz de guardar um segredo e por sua gagueira. Ele também parece ser responsável pelo dinheiro do grupo que eles raramente possuem!

Chu-Chu (Choo Choo): Braço direito de Manda-Chuva. Chu-Chu é normalmente o segundo em comando. Entusiasta e dedicado a Manda-Chuva, mesmo quando ele é ignorante sobre o que está fazendo. Um gato rosa com uma camisa branca de gola alta, manga longa e o mais alto dos gatos do grupo do beco, muitas vezes representado com os olhos de um gato siamês. Ele habita um Corpo de Bombeiros, aonde foi adotado como um gato doméstico.

Assista um pouco deste desenho, um episódio onde Batatinha ganha uma passagem para o Havaí e a gangue tumultua um navio:

As outras duas partes deste episódio também estão no youtube. É nostalgia pura!

Mais sobre o Manda-Chuva neste link.

110 anos de Borges

Borges e Beppo

Oct 3, 2009: O gato branco ao lado do escritor argentino Jorge Luís Borges é Beppo e pertenceu à sua governanta Fanny.

Leia aqui uma entrevista com María Esther Vázquez, uma das mais fiéis colaboradoras do mestre.

Update Oct 11, 2010:

111 anos de Borges

No hall da estação se deu conta de que faltavam trinta minutos. Lembrou-se de repente de que num café da rua Brasil (a poucos metros da casa de Yrigoyen) havia um enorme gato que se deixava acariciar pelos clientes, como uma divindade desdenhosa. Entrou. Lá estava o gato, adormecido. Pediu uma xícara de café, adoçou-o lentamente, provou-o (e esse prazer lhe tinha sido vedado na clínica) e pensou, enquanto alisava o pelo negro, que aquele contato era ilusório e estavam como que separados por um vidro, porque o homem vive no tempo, na sucessão, e o mágico animal, na atualidade, na eternidade do instante.”

(Fragmento do conto O Sul, do livro Ficções, pg. 163. Tradução de Davi Arrigucci Jr, Ed. Companhia das Letras, 2007)

25 Cats Name Sam and One Blue Pussy

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Você sabia que Andy Warhol foi um grande cat lover? Ele e sua mãe Julia Warhola amavam gatos e tiveram vários felinos, todos chamados Sam, exceto um que se chamava Hester.

warhol-catNa década de 50, antes de tornar-se um famoso artista pop, Warhol  trabalhou como ilustrador publicitário e artista gráfico. Durante este tempo, ele criou inúmeros desenhos de gatos para um livro com edição limitada:  25 Cats Name Sam and One Blue Pussy. O livro foi impresso em 1954 e as litografias de gatos acompanhavam a caligrafia de sua mãe Julia.

Aparentemente os gatos deste livro foram inspirados nas imagens do famoso fotógrafo de gatos Walter Chandoha, e não nos gatos do próprio Warhol. A edição original de 25 Cats… foi de 190 exemplares numerados (mas estima-se que concluídos foram menos de 150) e cada original foi colorido à mão. O livro tinha originalmente em seu título um “d” no que seria “named”, porém Julia, ao caligrafar deixou escapar a letra no título e Warhol manteve o erro. As cópias originais do livro foram presenteadas como brindes para clientes e amigos de Warhol. Em maio de 2006, um dos originais foi vendido por US$ 35.000.

Tanto Andy como sua mãe tinham tantos gatos, que os amigos recordam deles sempre doando gatinhos! Em 2009, um dos sobrinhos do artista pop, o jovem James Warhola, autor de livros infantis e ilustrador, lançou o livro Uncle Andy’s Cats. O autor conta que quando criança, adorava viajar para Nova York e visitar sua avó e tio, que viviam com seus 25 gatos siameses. “Eles fizeram os 25 Cats porque amavam seus gatos”, diz Warhola, “meu tio só gostava de desenhar e eu queria ser um pouco como ele “.